Ultimamente tenho tido muitas ideias, muitos pensamentos, alguns racionais, outros nem tanto.
O que tenho pensando são sobre meus sentimentos, o que me tornei nos últimos tempos.
Passei por muita coisa, decidi muita coisa, senti muitas coisa e ao mesmo tempo nada.
Essa semana achei uma agenda, qual eu escrevia quando não me sentia bem. Ela esta abarrotada de papéis e suja nas laterais.
Evitei de ler algum texto, pois sempre volta o sentimento ruim que tinha, posso até não lembrar o que me levou a escrever, mas sei do sentimento que tinha naquele momento e volto a senti-lo, por mais que seja por alguns segundos.
Parece que não mudou muita coisa, estou mais maduro, mais ciente dos meus sentimentos, mais centrado, mais racional em relação aquela época, porém um sentimento ainda perdura, sentir-me perdido, sem conforto, sem um lugar para repousar, descansar.
Busco essa paz, mantendo o amor, respeito, individualidade. Não consigo manter todas essas características, se tenho paz, não tenho amor, se tenho amor não tenho respeito, se tenho individualidade não tenho amor.
Não sou a pessoa mais animada para se conversar, nem a mais preparada para decidir a tomar alguma decisão, caso alguém esteja precisando. Se não tenho nem meu próprio caminho, como posso trilhar com alguém?
Nego o sentimento que tenho para ser feliz e isso esta me fazendo infeliz. O que me consola é a esperança de tudo de ruim que estou sentido vá embora, pois sei que isso é possível. Sofri desamores como todo mundo, não sei quanto tempo vai demorar e como vou viver desse jeito.
Fui infeliz quando achava que tinha um amor dela, construí um amor por ela, porém ela destruiu tudo.
Falo de amor, pois é o mais próximo que consigo descrever, mas não é amor. Se fosse amor, me faria bem, se fosse amor seria feliz, seguro, tranquilo, não tive nada disso.
Estou muito infeliz com meu amor, que estou destruindo, infeliz pelo amor que estou tentando construir, morrendo pela vida que não tenho mais amor, amor pela vida, amor pela alegria, por acordar, por ser amado como deveria ter sido amado.
Espero que estejas bem, pois eu vou ficar bem. Não sei quando, mas vou, pois se já fiz e refiz todo o tipo de amor que um homem pode ter por uma mulher, posso construir qualquer amor por qualquer mulher.
Espero que fique vivo até lá.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Caminhada
Existe uma história que não tem origem e fim.
Não é nova e nem tão velha no mundo,
Ela simplesmente acontece quando menos se espera.
Sofrimento todo já sofreu por algum motivo, seja por uma caneta, por um parente, por um carro ou brinquedo, mas quando tínhamos o que queria, éramos felizes e não se importava com o resto. Nossa vontade estava saciada, desejo completo, era sorrisos por todos os lados por qualquer coisa.
Cuidamos como se fosse durar para sempre, desejando para que estivesse sempre perto da gente, era algo inquebrável, indestrutível, a felicidade como nunca experimentada e sempre almejada.
Quando pensamos que era infinito, tornou-se efêmero, rápido como um fósforo, iluminando nosso caminho, por mais que sua chama fosse pequena, mas era o que tinha.
Aquilo foi ficando insuficiente para um caminho maior que desejamos trilhar, o fim de nossa caminhada estava além do horizonte, e aquela chama vou se tornando cada vez mais fraca, usava minhas roupas pra manter a chama acessa, mas cada vez que eu cedia minhas roupas eu ficava com mais frio, e a chama era mais importante pra mim, era o que desejava, era o que eu queria.
Depois de queimar quase todas minhas roupas, a chama queima minha mão, meu braço, meu tronco e se alastra por todo meu corpo. Tenho que decidir: morro pra manter a chama ou apago enquanto ainda estou vivo?
Não posso seguir meu caminho morto. Jogo-me em um lago com agua turva, não sei se o lago é profundo, se tem peixes perigosos ou se vou me afogar, tenho que tentar manter minha vida se quiser seguir meu rumo.
Finalmente o fogo se apaga, saiu com sérias queimaduras, mas ainda vivo e conseguindo andar.
Sigo apenas com a luz da lua, é fraca mas me ajuda. Na minha frente surge uma lanterna, com luz forte, clara, direcionada. Ela é pesada, mas me sinto mais seguro de seguir com ela.
Caminho mais rápido, ainda machucado me sinto bem na caminhada. A lanterna não diminuiu a luz nem um pouco, acho que conseguirei seguir até o fim, assim espero. Quero poder ser as pernas da lanterna e ela ser minha luz, quero me sentir bem na caminhada e seguro.
Estranho como estou me sentindo, não sei se estar bem é desse jeito ou se existe alguma coisa errada comigo? Pois não sei como a felicidade é. Todo mundo tem uma receita, mas qual é a minha receita? Qual é minha melhor iluminação, a lanterna ou a chama? Estou cada vez pior. Sinto as pedras da trilha sumindo, quebrando antes de eu pisar, ficando apenas o barro a plantas na lateral, e essas plantas cada vez tomando conta do caminho.
O que eu faço?
Não é nova e nem tão velha no mundo,
Ela simplesmente acontece quando menos se espera.
Sofrimento todo já sofreu por algum motivo, seja por uma caneta, por um parente, por um carro ou brinquedo, mas quando tínhamos o que queria, éramos felizes e não se importava com o resto. Nossa vontade estava saciada, desejo completo, era sorrisos por todos os lados por qualquer coisa.
Cuidamos como se fosse durar para sempre, desejando para que estivesse sempre perto da gente, era algo inquebrável, indestrutível, a felicidade como nunca experimentada e sempre almejada.
Quando pensamos que era infinito, tornou-se efêmero, rápido como um fósforo, iluminando nosso caminho, por mais que sua chama fosse pequena, mas era o que tinha.
Aquilo foi ficando insuficiente para um caminho maior que desejamos trilhar, o fim de nossa caminhada estava além do horizonte, e aquela chama vou se tornando cada vez mais fraca, usava minhas roupas pra manter a chama acessa, mas cada vez que eu cedia minhas roupas eu ficava com mais frio, e a chama era mais importante pra mim, era o que desejava, era o que eu queria.
Depois de queimar quase todas minhas roupas, a chama queima minha mão, meu braço, meu tronco e se alastra por todo meu corpo. Tenho que decidir: morro pra manter a chama ou apago enquanto ainda estou vivo?
Não posso seguir meu caminho morto. Jogo-me em um lago com agua turva, não sei se o lago é profundo, se tem peixes perigosos ou se vou me afogar, tenho que tentar manter minha vida se quiser seguir meu rumo.
Finalmente o fogo se apaga, saiu com sérias queimaduras, mas ainda vivo e conseguindo andar.
Sigo apenas com a luz da lua, é fraca mas me ajuda. Na minha frente surge uma lanterna, com luz forte, clara, direcionada. Ela é pesada, mas me sinto mais seguro de seguir com ela.
Caminho mais rápido, ainda machucado me sinto bem na caminhada. A lanterna não diminuiu a luz nem um pouco, acho que conseguirei seguir até o fim, assim espero. Quero poder ser as pernas da lanterna e ela ser minha luz, quero me sentir bem na caminhada e seguro.
Estranho como estou me sentindo, não sei se estar bem é desse jeito ou se existe alguma coisa errada comigo? Pois não sei como a felicidade é. Todo mundo tem uma receita, mas qual é a minha receita? Qual é minha melhor iluminação, a lanterna ou a chama? Estou cada vez pior. Sinto as pedras da trilha sumindo, quebrando antes de eu pisar, ficando apenas o barro a plantas na lateral, e essas plantas cada vez tomando conta do caminho.
O que eu faço?
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